quarta-feira, 23 de novembro de 2011

TÉCNICAS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS

"Orçamento de capital, é um processo de análise e seleção apropriadas de alternativas de investimentos a longo prazo." Zdanowicz.

     Algumas vezes, esse trabalho representa mais uma arte que uma ciência e, em muitos casos, os fatores que determinam o êxito de um projeto estão fora do controle direto das empresas. O horizonte de tempo de muitos empreendimentos estende-se até um futuro distante, de modo que as projeções de tempo e dos benefícios desses investimentos podem se tornar um processo altamente incerto. Quando se avalia qualquer projeto de investimento de capital, há a necessidade de determinar a fonte, a época de ocorrência, o montante e a variabilidade potencial de seus fluxos de caixa.
     As técnicas de análise de investimentos, ou orçamentos de capital, são utilizadas pelas empresas para a seleção de projetos que visam aumentar a riqueza de seus proprietários. As mais usadas incluem o payback, a taxa interna de retorno (TIR), o valor presente líquido (VPL).
     Com relação à análise e à seleção de projetos de longo prazo, do ponto de vista teórico, o cálculo do valor presente líquido (VPL) é a técnica financeira mais correta. Entretanto, sabe-se que esta não leva em consideração a dinâmica do mundo real e os desdobramentos das estratégias e ações dos executivos no seu dia a dia. A avaliação precisa incorporar novas ferramentas que possibilitem mensurar mais adequada e realisticamente diferentes situações dinâmicas, visto que a flexibilidade impacta de maneira importante o valor dos projetos e das estratégias da empresa.
     Em geral, os períodos de payback são usados como critério para a avaliação de investimentos propostos. Trata-se de um período necessário para a empresa recuperar seu investimento inicial em um projeto, a partir das entradas de caixa. Apesar de ser muito usado, o payback é com frequência visto como uma técnica não sofisticada de orçamento de capital, uma vez que não considera explicitamente o valor do dinheiro ao longo do tempo.
     Quando o VPL é utilizado para tomar decisões em relação a aceitar ou rejeitar determinado projeto de investimentos, adota-se o seguinte critério. Se o VPL for maior que zero, a empresa obterá um retorno maior que seu custo de capital. Com isso, estaria aumentando o valor de mercado da empresa e, consequentemente, a riqueza de seus proprietários. Por considerar o valor do dinheiro ao longo do tempo, o VPL é tido como uma técnica sofisticada de análise de orçamento de capital.
     A taxa interna de retorno (TIR) é possivelmente a técnica  mais sofisticada usada para a avaliação de alternativas de investimentos. Ela é definida como a taxa de desconto que iguala o valor presente das entradas de caixa ao investimento inicial referente a um projeto. Em outras palavras, a TIR é a taxa de desconto que faz o VPL de uma oportunidade de investimento igualar-se a zero, já que o valor presente das entradas de caixa é igual ao investimento inicial.
     O critério de decisão para aceitar ou rejeitar um projeto quando a TIR é usada é: se a TIR for maior que o custo de capital, aceita-se o projeto; se for menor, rejeita-se. Esse critério garante que a empresa obtenha pelo menos sua taxa requerida de retorno. Tal resultado deveria aumentar o valor de mercado da empresa e, consequentemente, a riqueza de seus proprietários, mas nem sempre é isso que acontece.
     É fácil tomar uma decisão errônea examinando apenas os dados numéricos de um projeto. A análise financeira, por si só, não deve substituir o bom senso, nem critérios baseados na experiência dos negócios. Consequentemente, antes de  iniciar qualquer estudo financeiro é necessário perguntar qual seria a finalidade do investimento e o que aconteceria caso ele não fosse realizado. As respostas a essas questões somadas as análises quantitativas frequentemente determinam se um projeto deve ou não ser aceito.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

SÓ NO BRASIL - IMPOSTOS

Dor de cabeça sem remédio.

     O governo federal isentou recentemente os tablets produzidos no país do pagamento de PIS e Cofins, que tributavam o produto em 9,25%. Além disso, com o enquadramento na chamada Lei do Bem da informática, o computador tipo prancheta ganhou redução do IPI de 15% para 3%. O argumento - correto - é que os computadores precisam ser baratos para chegar ao maior número possível de brasileiros. Com a desoneração, a Motorola cortou em 26% o preço de seu Xoom, para 1600 reais. Toda redução de impostos é bem-vinda, mas há muitos outros produtos essenciais em que a carga tributária continua a ser uma dor de cabeça. No setor de medicamentos, há 7000 itens que não recebem nenhum incentivo fiscal e pagam até 34% de impostos - o total depende da incidência de ICMS, variável por estado.
      Nenhum outro país taxa os remédios como o Brasil. Entre os latinos-americanos, Colômbia, México e Venezuela não punem o bolso do doente. Quanto mais essencial o produto, menos imposto deveria pagar. Mesmo um alimento básico, como o leite longa vida, recolhe 27% de tributos. O brasileiro bem que merecia um pouco mais de alívio.
Fonte: EXAME.

sábado, 19 de novembro de 2011

FRASE DO DIA

"Não tenha vergonha de sentir saudades,
Sentir saudades é sinal de que você está vivo!"

Autor desconhecido

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

MOTOS

Chineses e Italianos no Brasil.

     A Kasinski, empresa de motos controlada pelo grupo chinês Zongshen em sociedade com o empresário paulista Cláudio Rosa, vai trazer para o mercado brasileiro modelos da italizana Piaggio, dona de algumas das mais admiradas marcas de motocicletas do mundo, como Aprilia, Vespa e Moto Guzzi. Com as vendas em queda na Europa, os italianos voltaram-se para os mercados emergentes e aproveitaram a parceria com a Zongshen. A Kasinski, terceira maior fabricante de motos do país, deve começar a importar e montar alguns modelos das marcas da Piaggio em sua fábrica de Manaus, no Amazonas, a partir do ano que vem. A distribuição será feita em uma rede exclusiva de lojas. Os chineses também têm planos de produzir no Brasil minivans e motores para barcos que fazem na Ásia.
Fonte: EXAME.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

QUANDO O INESPERADO É A REGRA

Há nove anos, logo após o atentado terrorista ao Wold Trade Center espalhou uma nuvem de insegurança na sociedade americana e por consequência na economia mundial.

     Jim Collins, o mais influente pensador da administração na atualidade, lançou-se ao desafio de responder por que algumas empresas conseguem prosperar e se sobressair em tempos de incerteza, turbulência econômica e rupturas tecnológicas, enquanto outras paralisam ou perdem o passo. De lá pra cá, uma crise de grandes dimensões abalou o mercado mundial, os Estados Unidos entraram num renitente período de estagnação econômica, a Europa passou a viver seu pior momento desde o final da Segunda Guerra Mundial, mercados emergentes mudaram a geografia dos negócios, corporações tradicionais e poderosas quebraram (ou quase). O impensável, o imprevisível aconteceu.
     Num ambiente sem receitas honestas e sem certezas, gurus da administração são personagens fora de moda. Tanto quanto nós eles são incapazes de dizer o que virá daqui para a frente e que efeitos esses novos fatos terão sobre a economia, nossas empresas e nossa vida.
     Mas Jim Collins tem se mostrado ao longo dos anos um teórico dos negócios diferente, alguém que não fala sobre o futuro, mas examina minuciosamente o passado e dele extrai pistas. Por isso, ele explica as razões pelas quais negócios como a Microsoft e a companhia aérea texana Southwest conseguiram crescer, ganhar mercado e relevância e garantir retornos sobre o investimento muito maiores que seus concorrentes em momentos de crise, insegurança ou ruptura.
     De uma amostra de inicial de 20 400 empresas, apenas sete cumpriram todos os requisitos exigidos por Collins para ser selecionadas como exemplo. Elas jamais previram as dificuldades. Apenas estavam mais bem preparadas para elas. Têm, em comum, um traço de paranoia, uma obsessão em executar bem as coisas, o conhecimento de quem são as pessoas mais talentosas e comprometidas de seus times e a convicção de que trabalham para dar resultados hoje e sempre e não para agradar a analistas e investidores interessados nos lucros do próximo trimestre. São, enfim, negócios baseados na consistência.
     Como diz Collins, em uma entrevista e EXAME, as empresas americanas estão aprendendo agora a trabalhar num estado de incerteza constante, algo que tem tudo para perdurar daqui para frente. São novatas no assunto, sobretudo quando comparadas a companhias de países como o Brasil. Aqui, durante muito tempo, o imprevisível, o impensável foi a regra. Esse, quem diria, pode ser o próximo tema sobre o qual Jim Collins vai se debruçar.
Essa seria a máxima da administração - FOCO NO CURTO PRAZO, INVIABILIZA A EMPRESA A LONGO PRAZO. Pense nisso!
Fonte: EXAME.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO E PONTO DE EQUILÍBRIO

Para se determinar a lucratividade das atividades da empresa, é preciso conhecer seus custos.

     Quais são os custos fixos e quais são variáveis? Os custos fixos não variam com o volume produzido, mesmo que não se faça venda alguma; contrariamente, os variáveis oscilam de acordo com o volume de produtos fabricados. à medida que maior quantidade de unidades são vendidas, os custos de matéria-prima e mão-de-obra são maiores. Já os custos fixos como aluguel ou salários da administração, permanecem os mesmos.
     A alocação de custos fixos é uma prática contábil e não é uma tarefa fácil. Por sua própria natureza, o valor a ser atribuído a cada unidade depende do volume de produção e do critério de rateio utilizado. Por isso, decisões tomadas com base no "lucro" podem não ser as mais corretas. A margem de contribuição, conceituada como a diferença entre a receita e a soma dos custos e das despesas variáveis, torna visível a potencializada do produto, mostrando como cada um contribui para, primeiramente, amortizar os gastos fixos e, depois, formar o lucro propriamente dito. Há diversos fatores que limitam a capacidade de produção da empresa, e a margem de contribuição continua sendo o elemento-chave em matéria de decisão.
     Decidir o preço a ser fixado não é tarefa cuja solução é encontrada com base somente em dados de custos. Faz-se necessária uma gama de informações sobre o mercado para que se possa, contrapondo informações internas com externas, optar pelas decisões mais corretas. Das diversas opções de preço e quantidade, interessa a que maximiza a margem de contribuição total, e não a receita total, desde que para qualquer das alternativas o custo fixo se mantenha inalterado.
     O ponto de equilíbrio, também denominado ponto de ruptura (break-even point), nasce da conjugação dos custos totais com as receitas totais, permitindo à empresa determinar o nível de operações que possibilita cobrir os custos operacionais e avaliar a lucratividade ou o prejuízo em diferentes níveis de vendas. Ponto de equilíbrio é aquele no qual qualquer variação do nível de produção transformará um prejuízo em lucro e vice-versa, ou seja, é o ponto no qual os custos fixos são recuperados com a venda dos produtos.

sábado, 12 de novembro de 2011

VISITA TÉCNCA A FIAT AUTOMÓVEIS E AO INHOTIM

As turmas do segundo e terceiro período de Administração do IF Sudeste Campus Barbacena realizam visita técnica em Betim e Brumadinho.

      A FIAT, montadora líder de vendas no mercado brasileiro, investe no relacionamento e na transparência da comunicação junto com seus diversos públicos. Uma dessas ferramentas estratégicas que a empresa utiliza é seu programa de visitas, FIAT de ponta a ponta.
     Através deste programa, a FIAT abre as portas de sua fábrica em Betim, apresentando os processos necessários à produção de um automóvel. A capacidade da planta visitada, é de aproximadamente 3200 carros por dia.  A visita se inicia conhecendo as linhas de produção da planta, desde a prensagem da chapa de aço até a montagem final do veículo e avaliação na pista de teste, quando o carro sai já pronto para ganhar as ruas das cidades brasileiras.
     O Instituto INHOTIM é um espaço singular que reúne um dos principais acervos de arte contemporânea do mundo e o jardim botânico com um dos maiores acervos de espécies vegetais do Brasil.  O INHOTIM reúne obras de arte a céu aberto, galerias e uma acervo com cerca de 500 obras de artistas de renome nacional e internacional. O Jardim Botânico conta com cinco lagos ornamentais e uma grande variedade de espécies vegetais dispostas paisagisticamente pelo parque. Entre as diversas coleções botânicas destacam-se as de Palmeiras, entre as maiores do mundo - com número de espécies superior a 1.300 e a de Aráceas, com a maior coleção viva do Hemisfério Sul.
     Os alunos do curso de Administração do IF Sudeste - Campus Barbacena tiveram uma grande oportunidade de reciclagem de conhecimentos ao visitarem a maior planta de uma montadora da América Latina, visualizando na prática as teorias debatidas em sala de aula. Num segundo momento na visita ao INHOTIM vivenciaram uma experiência com a arte contemporânea, botânica, cidadania, desenvolvimento e educação.
     Vale a pena conferir!